Portage: Pondo ordem na Casa – /etc/portage/sets

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Com o passar dos meses, meu Gentoo começou a ficar insuportável pela quantidade de pacotes que eu instalei sem pensar mas que agora causam conflitos ou trazem dependências insolúveis.  Chegou uma hora que não tinha mais como fugir do problema; tive que ir olhando um-a-um e removendo o que não precisava mais.  E depois, descobri que eu realmente precisava de mais alguns pacotes que eu havia removido.  Foi muito chato, mas no final meu Gentoo estava redondinho.

Depois dessa experiência comecei a tentar ser mais cuidadoso com o que instalo, e descobri uma forma muito legal de organizar os pacotes para que eu não caia mais naquela situação.  O portage suporta o conceito de “sets”.  O set mais óbvio é o “world”.  Tudo que se instala vai nele.  Mas você pode criar seus próprios sets.  Foi isso que fiz.  Basta criar o diretório /etc/portage/sets, e nele criar arquivos como “my-devel” listando os pacotes, um por linha, assim:

root@gentoo # cat /etc/portage/sets/my-devel
dev-cpp/gtest 
dev-db/postgresql 
dev-libs/libpqxx 
dev-libs/protobuf

Eu criei vários destes sets, todos com o prefixo “my-” para diferenciar bem o que é criação minha e o que é do Gentoo.  Aí, foi só mover os pacotes que estão em /var/lib/portage/world para dentro destes my-* sets, e então colocar todos esses my-* sets em /var/lib/portage/world_sets:

root@gentoo # cat /var/lib/portage/world_sets  
@my-devel 
@my-droid 
@my-fonts 
@my-gentoo 
@my-kdev 
@my-kf

Cada um destes my-* sets ficou pequeno e lista só o que eu preciso naquela categoria de pacotes.  Gerenciar dependências agora ficou bem mais fácil.

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